Crítica: Mulher-Maravilha

O filme estreou dia 2 de junho e trouxe  junto com o sucesso tudo que a personagem representa: coragem, força, justiça e amor. O primeiro longa da princesa Diana, chegou as salas de cinema 75 anos após sua criação.

A primeira edição da história da Mulher-Maravilha saiu em dezembro de 1941, foi um sucesso de público. Criada pelo o psicólogo norte-americano William Marston. A princesa das Amazonas passou por diversos autores e teve diferentes abordagens, ela foi desde secretária - da primeira formação da Liga da Justiça, até uma espiã fashionista dona de boutique.

Existiam rumores de projetos sobre filmes da personagem desde 1996, mas muitos diziam que ninguém se interessaria em assistir filmes de heroínas nos cinemas, e as grandes responsáveis por essa ideia foram os filmes da Elektra (Marvel) e Mulher-Gato (DC).


Gostando ou não de Batman vs. Superman é praticamente impossível não perceber que a Mulher-Maravilha roubou nossas atenções por completo, com direito até a enquadramentos diferenciados que valorizaram a importância da personagem e uma trilha sonora especialmente para ela. Já estava hora da personagem feminina mais importante dos quadrinhos ganhar sua adaptação para os cinemas.

O enredo começa com Diana Prince relembrando suas origens depois de receber de presente uma foto dela junto com o grupo ao qual lutou lado a lado durante a Primeira Guerra Mundial. O roteiro é basicamente ela revivendo tudo até o momento que é entregue a fotografia, sua vida na mitológica ilha de Themyscira, passando por seu amadurecimento como guerreira e como mulher e heroína.

Tudo se início em Themyscira, a ilha das amazonas, habitada somente por mulheres guerreiras. Toda a paz que reinava no local é interrompida quando o avião de Steve Trevor (Chris Pine) cai em uma das ilhas das amazonas. Onde o mesmo é salvo por Diana, que de imediato se encanta por ele. 

Após ser julgado pelas amazonas, Steve conta a elas que o mundo está sofrendo com uma grande guerra, o que desperta o interesse de Diana, que logo pensa em lutar com ele para trazer de volta a paz ao mundo. Na esperança de que ela encontre Ares, o deus da guerra, o deus ao qual a guerreira acredita que esteja causando todo o conflito, em razão das histórias que escutava enquanto criança, e que assim que matar o maior guerreiro acabará com os confrontos. 

O filme se passa em 1918, e com a chegada de Diana no velho mundo, nos deparamos com situações históricas que aconteceram na época. Vemos algumas referências ao Universo Estendido da DC, mas nada mais que isso, pois o foco é total na heroína.

A diretora conseguiu manter um bom ritmo durante o filme, mostrando todos os lados da guerreira. Vemos uma mulher que para Steve aparenta ser boba e ingênua, entretanto o roteiro consegue explicar de maneira bem-humorada que esse não é bem o caso, é que de boba e ingênua Diana não tem nada. 

O roteirista Allan Heinberg foi excelente ao mostrar a personalidade da protagonista, valorizando a, e transformando Diana em um ícone, alguém que acredita na bondade da humanidade, independente do lado.

E todos esses momentos foram dirigidos por Patty Jenkins, que soube nos mostrar cada cena com amor, delicadeza e dedicação. Ela nos entrega tudo o que promete: diversão, ação, romance e fanservice. 

Mas é claro, toda grande heroína requer um grande vilão, e o filme poderia ter sido 100% se os vilões tivessem chegado ao nível que Steve e Diana chegaram.

Lançamento: 01 de junho de 2017 (2h 21m)
Direção: Patty Jenkins
Gênero: Fantasia
Nacionalidade: EUA
Nota: 🎬 🎬 🎬 🎬

Share this: