O Roubo da Taça

Lançamento: 8 de setembro de 2016 (1h 25min)
Direção: Caíto Ortiz
Nacionalidade: Brasil

Antes de falar qualquer coisa sobre o filme é importante destacar que ele não se trata, ao menos em sua forma mais geral, sobre futebol. Ou seja, seja você ligado ou não com o esporte mais popular do Brasil, o longa pode te agradar. 

Dito isso, vamos à história. O longa metragem, uma produção da Netflix, “O Roubo da Taça” é uma comédia baseada, por mais incrível que pareça, em fatos reais, ainda que nem tudo no filme seja real, alguns detalhes e personagens são fictícios e conta a história de um dos episódios mais vergonhosos e controversos do Brasil, o roubo da taça Jules Rimet. 


Para quem não sabe, a taça Jules Rimet era o troféu entregue aos campeões da Copa do Mundo de Futebol. A FIFA, entidade que manda no futebol mundial, previa que o troféu, que pesava 4 kg e toda feita em ouro puro, era de pose transitória, ou seja, o time que ganhasse a Copa só ficava com ela por um curto período, depois ela tinha que ser devolvida para ser entregue ao próximo campeão. 

Ela só ficaria em definitivo com um país caso fosse conquistada por ele três vezes, feito que o Brasil alcançou em 1970, quando liderados por Pelé e o “capita” Carlos Alberto Torres, falecido no ano passado, nossa seleção foi Tri Campeã vencendo a Itália, após ganhar as Copas de 58 e 62.
É aí que a bizarrice que o filme retrata começa. O personagem real Peralta, um típico malandro carioca, sufocado e ameaçado de morte devido a dívidas com jogo, resolve ter a brilhante ideia de roubar o objeto mais desejado e importante de toda a nação na época, a Taça Jules Rimet, guardada na sede da CBF.
Se aproveitando do total descuido com o troféu, quando a taça original, aquela beijada por Pelé estava exposta e a réplica guardada no cofre, Peralta e um comparsa roubam a Jules Rimet na madrugada do dia 19 de dezembro de 1983, no Rio de Janeiro.
A partir daí o filme conta toda a saga dos ladrões em se livrar do objeto antes que sejam capturados.
O filme é uma ótima opção para quem quer se distrair e ainda conhecer sobre esse triste episódio, uma comédia leve, sem apelação, mas que também aborda um contexto político geral do país, pois mostra um Brasil ainda na ditadura e quando o futebol era mais do que nunca usado como objeto político pelos militares.
Com uma ótima atuação dos atores, a maioria não tão conhecidos do grande público, com exceção de Taís Araújo, a personagem fictícia Dolores, esposa de Peralta e narradora do longa, e Milhem Cortaz, como o investigador Cortez, responsável por recuperar o objeto. O elenco ainda conta com Mr. Catra.

A título de curiosidade, o que se sabe é que depois de roubada a taça foi vendida para um argentino (só podia ser...rs) e derretida por ele, mas de fato nunca se soube se essa versão é verdadeira, pois o caso nunca foi esclarecido e qualquer vestígio do objeto jamais foi encontrado.
Portanto, o filme é uma boa dica, se não é uma produção brilhante, ele ao menos diverte o telespectador e ainda mostra um fato verdadeiro sobre nosso país. Ele está disponível no Netflix e vale a pena assistir.

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