CRÍTICA: POWER RANGERS

segunda-feira, abril 17, 2017

 Lançamento: 23 de março de 2017 (2H 04M)
Direção: Dean Israelite
Nacionalidade: EUA

Por: Handerson Faria
 
Quando ouvi dizer que um novo filme dos Power Rangers, programa de TV que foi febre entre as crianças e adolescentes dos anos 90, seria lançado, imediatamente me veio à cabeça um questionamento acompanhado de certa preocupação. Como fazer sucesso com um filme em que os primeiros fãs já são adultos e conseguir captar uma nova geração que já apresenta gostos distintos de mais de 20 anos atrás?
 
A tarefa parece desafiadora, e de fato é. Nesse quesito acredito que o longa até pode obter sucesso mas me pareceu que se sai melhor na primeira opção, haja vista que a nostalgia faz parte do ser humano e quem não quer relembrar momentos felizes da infância. 

A história do filme é exatamente a mesma da versão original, inclusive os nomes dos protagonistas, cinco adolescentes, Jason, Billy, Kimberly, Trini e Zack, encontram em uma mina de ouro cinco moedas coloridas que dão a eles poderes especiais para enfrentar a terrível Rita Repulsa, que busca encontrar um cristal capaz de dar a ela a chance de destruir a terra. Os jovens precisam lidar com suas diferenças e conflitos internos para aprender a dominar seus poderes, evitando assim esse triste fim da humanidade.
Mas é na tentativa de apresentar ao telespectador todo esse processo que, a meu ver, o filme peca. Longe de encontrar um equilíbrio no ritmo, que às vezes é extremamente lento e tedioso e em outros, acelerado demais. Isso sem contar a enorme discrepância na apresentação dos personagens principais, enquanto alguns recebem grande enfoque outros aparecem do nada e pouco se sabe sobre eles.
Repleto de clichês dos filmes de adolescentes norte americanos, como a detenção para os alunos “problemáticos” na escola, filhos de pais solteiros, valentões, e o capitão do time de futebol americano, o longa apresenta muito pouco de novidade. Claro que se a ideia é seguir com o roteiro original para que haja continuações, é válido que assim seja, mas outros pontos poderiam ser melhores abordados, já que claramente a ideia foi dar um tom mais atual a narrativa.
A inclusão do bullying e homossexualidade na história foram acertos, ainda que sejam assuntos em que seria difícil abordar de forma mais efetiva sem tirar o foco do tema central, que são os Rangers na luta contra o mal.
Em linhas gerais o filme é bom, nada de excepcional, mas que irá agradar aos fãs do grupo. Se você curte a história dos Power Rangers, pode ir assistir sem medo que sairá satisfeito, mas se não é lá tão fã assim e queria encontrar elementos novos para mudar sua visão, então provavelmente sairá frustrado.

NOTA:

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