CRÍTICA: ESQUADRÃO SUICIDA

sexta-feira, março 24, 2017

Lançamento: 4 de agosto de 2016 (2H 17M)
Direção: David Ayer
Nacionalidade: USA

No dia 04 de agosto de 2016Suicide Squad (Esquadrão Suicida, em português), saiu nos cinemas. Depois que o filme foi anunciado, e os trailers lançados, a expectativa dos fãs aumentava cada dia mais.

O filme começa contando resumidamente a história de cada um, mas bem resumidamente. O que foi bem esperado, afinal quase nenhum personagem do Esquadrão é tão conhecido na DC como Batman, Mulher-Maravilha e até mesmo Flash. Quem estava no cinema e não havia dado uma pesquisada antes sobre os personagens, consegue ter uma ideia do que fazem e o motivo pelo qual foram escolhidos para participar do Esquadrão Suicida.

Logo após a aparição do Superman, a agente Amanda Waller (Viola Davis) consegue convencer o governo americano de que precisam ter sua própria equipe de meta-humanos, para combater possíveis ameaças. O Esquadrão é criado para operações secretas e quase suicidas, os supervilões se sobreviverem a missão, terão como recompensa sua sentença na cadeia reduzida a dez anos a menos.

Quem participa do Esquadrão: Pistoleiro (Will Smith), Arlequina (Margot Robbie), Capitão Bumerangue (Jai Courtney), Crocodilo (Adewale Akinnuoye-Agbaje), El Diablo (Jay Hernandez), Amarra (Adam Beach) e Magia (Cara Delevingne), e mais duas peças das forças do governo são inclusas, Rick Flag (Joel Kinnaman) e Katana (Karen Fukuhara). Além do Coringa (Jared Leto) que não participa das missões ao lado dos vilões, mas, possui um papel importante no trama.


[ALERTA DE SPOILER]

A agente Amanda Waller (Viola Davis) sempre tem um truque na manga, isso é um fato, e foi a responsável por criar o Esquadrão Suicida e sabendo que os vilões poderiam se revoltar contra ela, para sua própria segurança decide colocar explosivos no pescoço de cada um dos vilões antes deles serem liberados da prisão, assim ela teria total controle sobre eles. Se qualquer um quebrar alguma regra dada por ela, se tentarem fugir, Waller poderá ativar o dispositivo, explodindo a cabeça do vilão.

Viola Davis foi uma ótima escolha para protagonizar o papel da agente Waller, como sempre fazendo grandes papeis merecedores de Oscar. “Deus” (como é chamada por aqueles que ela comanda) é quem sabe de tudo, consegue descobrir tudo sobre a vida de qualquer herói ou vilão. Conseguindo ser ameaçadora a todo tempo no filme.

O Pistoleiro, interpretado por Will Smith, é um dos principais personagens do filme. O vilão “topou” participar do Esquadrão Suicida por dois motivos: a bomba alojada em sua cabeça e sua filha. Por quem queria lutar para ter a guarda, e poder dar um vida melhor a ela, com estudos e mais segurança.

O líder do bando, como pode ser chamado, sempre que era ameaçado no filme por algum personagem nos mostrava que logo iria acabar matando quem o amedrontou, e isso acontece duas vezes no filme, porém no final ele acaba não matando ninguém que o ameaçou, deixando aquele olhar e frase sem sentido e perdida no roteiro.

Margot Robbie como Arlequina deu um show, mostrando que não devemos esperar pouco dela e sim muito. Margot se entregou ao papel e o interpretou lindamente. Eu particularmente achei que ela iria ser apenas mais uma personagem bonita e sensualizada nos cinemas, porém ela foi isso e muito mais, afinal Arlequina é sim sensual e consegue seduzir a qualquer um e isso tinha que ser mostrado no filme.

O filme mostra ela antes de ser Arlequina, como Doutora Quinzel e depois uma Arlequina linda, divertida, traumatizada, fatal e perturbada, ela é complexa e consegue roubar a cena sempre que aparece.Arlequina tem muitos sentimentos escondidos, muitos, e no filme é mostrado ela sonhando em ter uma família e não levar essa vida louca que leva (mas isso no filme, pois nos quadrinhos Mad Love, Arlequina quer uma vida em família, mas ela sendo Arlequina e o Coringa sendo o Coringa).

O Coringa, o amor de Arlequina, é interpretado por Jared Leto, que aparece poucas vezes no filme e não temos que reclamar, afinal o filme não é sobre ele. Muitas cenas gravadas por ele foram cortada e o mesmo diz isto em uma entrevista, podendo até dar um filme solo com tantas cenas gravadas.

Jared é um bom ator, mas não foi mostrado tanto isso em cena. Ele não transmitiu nem 50% do quão louco ele pode ser e o que ele pode fazer para conseguir o que quer. O que ele fez o filme todo foi correr atrás de Arlequina. Ele não é fofo, ele não é romântico. A história dos dois mostrada no filme foi intensa e, de certa forma, você quer unir os dois. O que não é para ser, pois ele não a ama, apenas a usa para seu próprio ganho pessoal, e não se iluda achando que ele se preocupa com ela.


Capitão Bumerangue (real nome nos quadrinhos é George Harkness) não foi nada demais no filme todo, apenas um cara que tenta ter graça, porém acaba sendo irritando. Bumerangue poderia ter sido mais explorado no filme, mostrando seu lado cruel, covarde, racista e indisciplinado, entretanto foi mais um personagem enfeite, sem destaque algum.

Crocodilo (nome verdadeiro Waylon Jones) não teve destaque também. E mesmo assim logo o esquecemos, mas eis que ele surge do esgoto e então… Esquecemos dele novamente. Croc tinha de ser usado em alguma cena para ajudar na missão, ele foi usado e depois descartado. Vimos uma possível “piada”, ou frase de efeito, que ele fala “sou lindo por dentro e por fora.”.

El Diablo (nome verdadeiro Chato Santana) poderia ter sido um dos destaques do filme, o personagem tem um grande poder e uma forte personalidade, mas demorou para ser mostrado isso no filme, foi um personagem pouco explorado. Mas teve cenas importantes dele e conseguiu nos mostrar o significado de Esquadrão Suicida.

Amarra ou Slipknot (real nome nos quadrinhos é Christopher Weiss), nunca foi um personagem muito famoso na DC e acabou sendo bem inútil no filme, acho bom você não tirar o olho dele, pois se você piscar muito quando for ver ele já morreu e não serviu para nada. Só mostrou que o dispositivo que Waller mandou implantar no pescoço realmente funciona.

June Moone, interpretada por Cara Delevinguene, foi quem a libertouapós ser convidada para uma festa a fantasia em um velho castelo, onde em uma câmara secreta ela encontra um ser mágico chamado Dzamor, e acaba sendo possuiu por Magia, porém ela só aparecia quando era pronunciada a palavra “Enchantress” (ou Encantadora em português). Até que uma noite, enquanto June dormia, a palavra foi pronunciada.

Waller era a única que conseguia controla-la, pois mantinha o coração de Magia guardado, e quem possui-se seu coração teria seu controle. Porém, na noite que June pronuncia a palavra, Magia consegue libertar seu irmão, e então monta um plano para dominar o mundo. 

Quando a agente percebe, logo ativa a operação Esquadrão Suicida, e a bruxa virá o alvo. Os efeitos usados nela foram lindo (alguns), mas não foi uma vilã de dar medo, ela só fazia mexer os braços, sem contar os efeitos sonoros usados na voz da bruxa, já June era a garota sofrida, pois não conseguia controlar seu lado sombrio e só aparecia nas cenas para se lamentar.

Rick Flag é apaixonado por June Moone, depois que Magia consegue controlar o corpo de June, Flag (Joel Kinnaman) viveu toda essa aventura para conseguir June de volta.  Ele é bem instável e não gosta de ter que trabalhar com os vilões, especialmente o Pistoleiro, que está em um cargo no Esquadrão do mesmo nível que o seu, porém sendo o vilão. Contudo, ele acaba desenvolvendo uma lealdade ao grupo com o passar da trama, e uma certa amizade com o Pistoleiro.

A maravilhosa guerreira Katana (nome real da personagem Tatsu Yamashiro), também não teve tanto destaque no filme. A história dela é bem complicada para conseguir ser explicar em apenas minutos, mas o que foi mostrado no filme conseguiu explicar. Ela não se considera uma vilã e tem poucas falas, sendo muitas vezes inútil.

Depois de observar tudo isso e mais algumas coisas, posso dizer que gostei do filme. Se você não leu ou procurou saber um pouco mais sobre o Esquadrão Suicida nos quadrinhos, vai ficar satisfeito com o filme. Já quem leu ou procurou saber, vai sentir falta de algumas coisas. Mas quadrinho é quadrinho, e cinema é cinema. Claro que eu não gostei dos cortes feitos, das filmagens que não se encaixaram bem, das cenas maravilhosas que não foram pro filme, mas apareciam nos trailers. O roteiro foi fraco, mas deu pra sair do cinema feliz e rir e algumas cenas.

NOTA:

🎬 🎬 🎬 

E vamos ver como será a continuação de Esquadrão Suicida 2, que teve um roteiro tão ruim e nos passou uma coisa e entregou outra, o que foi péssimo. O universo cinematográfico da DC nos cinemas pode nos surpreender, pois consiste em personagens maravilhosos. Mas também ser um fracasso, pois Batman vs. Superman foi bem criticado, e escolheram um jeito péssimo de apaziguar a briga entre Superman e Batman. Eu espero que venha logo o segundo filme, com um roteiro digno e que façam bom uso dos personagens, pra ninguém sair reclamando. Você já viu o filme? O que achou?

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